DISCURSOS GASTRONÔMICOS E MACARRÔNICOS

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

E o atendimento preferencial vai para...

Acabei de me divertir com Alho e Safiras, da ex-crítica de gastronomia do New York Times, que transformou em livro suas experiências como profissional e anônima. Ruth Reichl se disfarçava frequentemente das mais diferentes formas para não ser reconhecida nos restaurantes que visitava. De peruca e óculos passava despercebida e quase sempre recebia um tratamento inferior àquele que encontrava quando entrava no local como crítica e temida por todos.
Quem não tem uma experiência desagradável para contar? Uma vez cheguei ao restaurante de um hotel de luxo no Rio de Janeiro vestida de maneira bem básica, de calça jeans, camiseta e sandalinhas de couro. A recepcionista, com um largo sorriso me deu boas vindas em inglês e quando respondi em português, o sorriso dela apagou, o nariz inclinou e o peito estufou. Ela havia me confundido com uma gringa. Assim, você pode ser tratada como um membro da família real britânica ou como uma pessoa invisível, nunca se sabe.
Eu queria saber quem dá autoridade a profissionais que lidam com o público de julgar qualquer pessoa que seja. Não são os maitres, os recepcionistas ou os garçons que devem escolher seus clientes. Os clientes é que escolhem os restaurantes de sua preferência. E a única obrigação de um bom restaurante é vender serviço e sabor a quem tem paladar. Muitos ainda não entenderam isso.

2 comentários:

andrea disse...

pois é, Regina, "empresario" pretensioso cria equipe pretensiosa...É com posturas estupidas como essas q tantos abrem e não chegam nem a se estabelecer...É uma pena, afinal, restaurantes muito antes de vender "comida" vendem serviço, e, se desde a chegada o cliente não se sentir confortável, bem recebido, acolhido, o q vem a seguir tende a ser desastroso, e isso, não tem a ver com o cliente ter sempre razão, mas sim, com o fato do cliente ser seu alvo e o rest sim, depender dele pra sobreviver!

Regina Bui disse...

Pois!