DISCURSOS GASTRONÔMICOS E MACARRÔNICOS

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Coq au Vin

E por falar em carne rija com vinho, onde é que eu encontraria um galo se quisesse fazer essa clássica e velha receita? Só se eu percorresse os sítios das redondezas de onde moro. Mesmo assim estaria correndo o risco de levar um tiro de sal na bunda, pois por aqui os galos não são criados para morrer na panela. Carne de galo é muito dura mesmo, mas sendo a estrela principal desse famoso prato, fica horas e horas no fogo até ser degustado. Aqui no Brasil não tem muita popularidade e o frango comum acaba substituindo o pomposo rei da galinhada quando alguém resolve reproduzir a receita com o vinho tinto.
Independente do seu sabor, o galo para mim é um dos bichos caseiros mais interessantes que existem e, por coincidência, meu signo no horóscopo chinês. Além da beleza estética e de seus arrogantes penachos é possuidor de uma altivez natural e ao mesmo tempo tão frágil - mas disto ele não sabe. A sorte dele é que ninguém liga pra ele a não ser as galinhas de seu terreiro, então, ele que fique de bico calado caso esteja insatisfeito por madrugar, porque Coq au Vin está praticamente esquecido dos cardápios da gastronomia de hoje. Azar nosso!

Um comentário:

Lina disse...

Sabe que eu nunca comi carne de galo? E olha que já comi uns bichos bem diferentes nessa minha vida: do javali ao avestruz, que estão se popularizando por causa das churrascarias, até as caças, como tatu, capivara e a deliciosa paca, passando por codorna, perdiz, rã, enfim... beijo!