DISCURSOS GASTRONÔMICOS E MACARRÔNICOS

domingo, 4 de abril de 2010

Um projeto

Paulinho chegou na frente da vitrine de doces e olhou alguma coisa que não compreendia. Era um cilindro de chocolate com desenhos delicados em relevo na volta toda. O recheio ficou na imaginação - e até então essa era a melhor parte do doce. Na superfície, equilibrava-se alguma coisa parecida com um pedaço de renda engomada, cor de creme. Era de comer? Enquanto a imagem do menino refletia no espelho interior da vitrine, aquele doce crescia em seus olhos vitrificados. Um homem aproximou-se do balcão de confeitos e olhou com curiosidade e respeito para o garoto descalço. Como as oportunidades aparecem, tanto para os mais afortunados quanto para os menos, Paulinho não deixou escapá-la de suas mãos: Moço, me paga um doce? O homem respondeu-lhe com outra pergunta: Você quer aprender a fazer doces? 10 anos depois, Paulinho ganhou um prêmio de melhor confeiteiro da cidade.

Eu tenho alguns sonhos. Além de criar codornas em uma futura fazenda, queria montar uma cozinha-escola para jovens carentes. Faltam profissionais capacitados na área da culinária/gastronomia - os donos de bares e restaurantes não me deixam mentir. É preciso apoio, patrocínio, local e estrutura. O mercado está pronto para recebê-los, no mínimo, como estagiários. E quem é bom, fica. Está lançado oficialmente um projeto. Alguém se habilita a abraçar a causa?

6 comentários:

Andréa disse...

Linda causa. Apoiadissima!

Anita disse...

Isso Regina. Lute por isso.

Regina Bui disse...

Queridas,
obrigada
todo apoio é super bem-vindo!

BUFFET disse...

Tudo é possível aos que crer, o mundo precisa de pessoas como você que se preocupa com o proximo que Deus te abençoi

Eunice Viegas

BUFFET disse...

gostaria de conhece-la meu e-mail buffetduviegas@hotmail.com entre em contato obrigada

Nestor Carvalho disse...

Excelente idéia. Estou distante e não tenho tanta condição assim para fazer um "checão", ou ir até aí para por mãos à obra, mas quando estiver em andamento, quero divulgar e ser um contribuinte. Pequeno, mas constante.
Um grande abraço.
Nestor
Maceió-AL